NO NEGÓCIO DE SALVAR VIDAS
Os modelos empresariais de assistência médica comunitária transformam os profissionais de saúde em vendedores e as comunidades em clientes.
Esses modelos transferem o custo dos programas de saúde para as pessoas mais pobres e marginalizadas do mundo. E são significativamente menos eficazes do que os programas que pagam aos agentes comunitários de saúde ACS) um salário estável.
A "grande ideia" é que, além de fornecer educação e serviços básicos de saúde, ACS recebem comissão pela venda de produtos de saúde de porta em porta. Muitos programas também oferecem pequenos incentivos em dinheiro baseados no desempenho para determinadas tarefas, como a coleta de dados para atender às prioridades de relatórios dos doadores. Esses incentivos perversos prejudicam a prestação de serviços, distraindo ACS de responsabilidades importantes, mas menos recompensadoras financeiramente, ao mesmo tempo em que desestabilizam sua própria segurança financeira.

PASSOS PARA MELHORES MODELOS DE ATENDIMENTO
- Retirar os modelos ACS baseados em vendas como estratégia de sustentabilidade. Eles restringem o acesso e têm desempenho inferior.
- Alinhar-se com diretrizes da OMS para remuneração e suporte ACS .
Isso significa salários, supervisão, treinamento e integração, e não comissões. - Faça parcerias com os governos desde o início e com frequência. A sustentabilidade vem do financiamento interno e da propriedade nacional, não da venda de unidades.
- Ouça a ACS. Eles são especialistas em seu próprio trabalho. Seu feedback ajudou a revelar os pontos fracos do modelo empresarial - e suas percepções devem moldar o que vem a seguir.
O modelo empresarial de ACS promete sustentabilidade financeira e capacitação. Em vez disso, ele cria barreiras para o atendimento, distorce as prioridades ACS e tem um desempenho inferior ao dos programas ACS profissionais. As evidências são agora esmagadoras: modelos de ACS profissionais e assalariados são mais eficazes, equitativos e alinhados com a missão de saúde para todos.
Para os inovadores sociais comprometidos com a igualdade na saúde, o caminho a seguir não é transformar ACS em microempresários. É construir e fortalecer os sistemas que lhes permitam fazer o que as comunidades mais valorizam: oferecer atendimento sem condições.
